17 OUT 2026 / 10h30 + 12h15
Centro Cultural de Lagos
Lotação limitada
M3 / 35' / Mediante reserva AQUI
Além das coisas físicas, químicas e místicas que acontecem no cérebro, não é bem certo para ninguém o que lá está dentro. Há quem diga que o cérebro manda no corpo, há quem grite: “Não, não! É o corpo que manda em tudo!” Há até quem ache que o cérebro é só uma massa mole que bem cozinhada dá grandes petiscos. Pensamento, linguagem, imaginação, sensação, percepção, equilíbrio, postura, respiração, ritmo dos batimentos cardíacos, pressão arterial, aprendizagem, memória… ufa…! Como é que cabe tanta coisa lá dentro se a cabeça é tão pequena?

Sabe-se que o nosso cérebro pesa cerca de 1,4kg, aproximadamente três vezes o peso do cérebro do chimpanzé e cinco vezes o peso do de um leão, e que se assemelha a uma couve-flor cinzenta-clara. O cérebro é plástico, quer dizer, está sempre em mudança e a essa mudança chama-se plasticidade. Quando aprendemos uma coisa nova fazem-se novas ligações no cérebro, e essas ligações entre neurónios tornam-se mais fortes quanto mais vezes os sinais passarem por elas. Mas DENTRO DA CABEÇA também está o nariz, e a boca com uma língua lá dentro… ah, e também os olhos… ufa!… os ouvidos também. Tanta coisa!!!
Como é que vamos conseguir enfiar tudo dentro de um espectáculo? Parece uma tarefa impossível. Mãos à obra!
Direcção e Criação: Márcia Lança
Co-criação: Leonor Mendes e Vi Lattaque
Performance: Leonor Mendes e Naiana Padial
Apoio à Dramaturgia: Inês Gonçalves
Acompanhamento Desenhado: Dagô R.
Cenografia: João Gonçalo Lopes
Desenho de luz: Ana Luísa Novais e Naiana Padial (criação), Leticia Skrycky (acompanhamento e mentoria), Gabriela Claveria (escrita sobre o projeto lumínico), matéria leve (colaboração)
Criação musical: Ana Madureira e Vahan Kerovpyan
Preparação de Corpo: Vanessa Garcia
Audiodescrição: Sara Anjo
Consultoria de Audiodescrição: Inês Gonçalves
Publicação: Dagô R. e Márcia Lança
Residências de Criação: PISCINA, Estúdios Victor Córdon, Forum Dança e O Rumo do Fumo
Direcção de Produção: Andrei Bessa
Produção: VAGAR
Co-Produção: LU.CA – Teatro Luís de Camões e Comédias do Minho
Apoio: Câmara Municipal de Lisboa, Polo Cultural Gaivotas
Agradecimentos: Ainhoa Vidal, Amano da Silva, Ana Rita Teodoro, Bárbara Cordeiro, Cláudia Ribeiro, Daniel Pizamiglio, Daniela Ribeiro, Elisa Leão, Guiomar Leão, Luta, Sónia M. Alagoa e crianças do pré-escolar da Voz do Operário – Graça, Susnata Mackenzie e Valesca Timmen
Márcia Lança nasceu em Beja e vive em Lisboa. Em 2008 fundou a VAGAR da qual é directora artística.
Tem trabalhado como coreógrafa e performer em diversas configurações colaborativas. Move-se em territórios onde as fronteiras entre o ficcional e o real são ténues e difusas. O seu interesse pela materialidade poética de acções e tarefas concretas está no centro dos seus processos de criação. É apaixonada por composições colectivas emergentes, pelo pensamento enquanto acção e por construções situadas.
Treina Kung-Fu Flor de Lótus desde 2008 com Guilherme Luz. É uma das colaboradoras mais próximas de João Fiadeiro, juntamente com Carolina Campos e Daniel Pizamiglio, no desenvolvimento desde 2003 da Composição em Tempo Real.
Destaca, como criadora, os trabalhos Cavala, É Só um Dia, Dentro da Cabeça, Outro lado é um dia, Dentro do Coração, NOME, Por esse Mundo Fora, Evidências Suficientes para a Não Coerência do Mundo, Happiness and Misery, 9 Possible Portraits, O Desejo Ignorante, Trompe le Monde, Morning Sun, Dos joelhos para baixo.
Desenvolve activamente ateliers de investigação e criação artística com crianças desde 2005 e dá aulas soltas de anatomia imaginada, corpos colectivos e processos colaborativos.





